Novembro 29, 2007...12:47 am

Projeto Lab – inverno 2008

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O segundo dia da Casa de Criadores começou com sangue novo. Mais novo ainda do que os jovens talentos que integram o line-up do evento. E vamos combinar, que muitos dos participantes nem são mais tão jovens assim, né? Só ainda não fazem parte do mainstream. Enfim, voltando ao assunto, quem abriu o dia foram os quatro integrantes do Projeto Lab – que hoje mais pareceu um desfile de formatura.

Ok, as marcas são ultra jovens, com recursos limitadíssimos, seus estilistas são super novos no mercado e é normal esperar erros e experimentação. Mas deve haver também por parte dos estilista o conhecimento de que suas roupas serão apresentadas para um público “especialista” no assunto e que, por conseqüência, vão exigir um mínimo a ser apresentado. E esse mínimo só apareceu em duas – sendo que uma bem minimamente – coleções do projeto.

André Phergon foi o primeiro a desfilar sua coleção para o inverno 2008, dando uma certa continuidade à seu estilo. O foco continua na alfaiataria e na silhueta slim sempre com uma cartela de cor mais escura. De novo o masculino se destaca sobre o feminino mais comercial, porém bem correto, com vestidos levemente mais afastados do corpo, meio 50’s e bastante transparências. Para o masculino a aposta é nos sarouels ou espécie de calça cenoura (aquelas mais largar na coxa e justas do joelho para baixo) e na camisaria, combinação até em formas e silhuetas que se repete todo o desfile.

Raquel Gaeta vem em seguida com sua coleção despretensiosa e feminina. Inspirada na obra Carol, da escritora Patrícia Highsmith, a estilista faz referência aos anos 50 marcando a cintura bem alta, deixando as saias bem amplas pregas e plissados. Raquel também traz influências dos anos 70 com as pantalonas e animal prints.

valencio.png

Outra obra literária, agora “O Processo”, de Frazn Kafka, também serve de inspiração para Karen Valencio Lemes. E é na alfaiataria masculina onde a estilista encontra espaço para traduzir toda a subversão, instabilidade e aleatoriedade relatada na obra de Kafka. Descontruindo peças clássicas, alterando proporções, formas, re-localizando penses e costuras. Tudo isso contrastando com peças bem estruturadas e formas retas.

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