Casa de Criadores – terceiro dia

E terminou ontem a 22a Casa de Criadores. Edição um tanto quanto fraca e bem sem sentido – principalmente depois de ler os textos do Oliveros. Mas esse assunto fica para o post balanço de depois. Agora vamos falar do que aconteceu no terceiro e último dia.

Quem abriu foi Athria Gomes, que desfilava suas coleções durante o Fashion Rio, no projeto Rio Moda Hype. Tempos de mudanças. Não só de cidade, como também de mulher. A mulher de Athria cresceu. Deixou de ser aquela jovem/adolescente punk e cresceu para se tornar uma mulhar glamoursa, elegante, deixando toda rebeldia punk que sempre marcou o trabalho da Athria em segundo plano.

O inverno 2008 da estilistas vem carregado de referência ao glamour hollywoodiano da década de 40, com vários vestidos – peça chave da coleção -, curtos, no joelho e longos, quase sempre com a cintura marcada. As referências punks não ficam esquecidas, aparecem na forma de mini bombas e giletes estampadas junto com outras estampas mais clássicas em tamanho maior.

Em seguida Ianire Soraluze apresentou sua coleção “Home Sweet Home”. A idéia é levar a casa para rua. Segundo a estilista passamos muito pouco tempo em casa, então porque não levar todo aconchego de casa para rua com você. Daí vêm os materiais “de casa” como as saias e vestidos bem volumosas de tecido de colcha de cama em colméia de abelha, os xadrezes que lembravam toalhas de mesa, o algodão de lençol, as saias e bermuda em tapeçaria, os looks de cobertores (déjà vu fashion) etc. Tudo numa silhueta meio anos 50, com referências ao new look. Com cintura bem marcada, as saias são bem volumosas, assim como quase todas partes de baixo, fazendo contraponto com tops mais próximos ao corpo.

Tudo muito bem executado, interessantes, com bons trabalhos de volumes, mas… Marcelo Sommer já não fez tudo isso? E muito bem feito, diga-se de passagem. Não que Ianire tenha feito com intenção de cópia, mas acabou que já vimos tudo isso e não teve aquela pegada de algo novo.

Bom acabamento, corte perfeito e proporção correta são as principais qualidades de Ivan Aguilar, estilista capixaba que apresentou uma coleção um pouco menos comercial no último dia do evento. A inspiração vem dos soldados da 2a Guerra Mundial, daí as várias referências militares. Trench coats, jaquetas e blazers vem em tons terrosos ou verdes na sua maioria, quase sempre com a cintura marcada por cintos de couro de aspecto envelhecido. O styling esperto de Thiago Ferraz também ajuda para deixar a coleção com cara mais conceitual, com peças de modelagem não tão convencional, vide as camisas mais compridas aparecendo por baixo de blazers e jaquetas.

A revelação da noite, porém, foi Marcelu Ferraz. Suas três últimas coleções pecavam em mau acabamento e má qualidade, o que diminuiu bastante nesta última coleção. Ainda foca em roupas de festa/noite, o estilista se inspira na cultura japonesa para seu inverno 2008. Quase tudo em preto, aposta em formas mais soltas num primeiro momento com vestido mais fluídos, mangas morcego. Mangas, por sinal, são ponto de destaque na coleção. Sempre bem amplas e volumosas, variam entre as soltas (morcego) e as mais estruturadas como as bufantes e presunto, fazendo referências às luminárias japoneses.

No coletivo P’tit são as estéticas do cinema noir e referências étnicas do leste europeu, Índia, Paquistão e do estilista Paul Poiret que dão o tom para coleção complicada e difícil de chegar na vida real sem passar por uma re-edição. O coletivo se sai melhor nos looks em que encontram maior equilíbrio entre formas e volumes inusitados e modelagens mais clássicas.

Ricardo Oliveros, do Fora de Moda, fez post comentando a coleção de Ivan Aguilar e já anunciando a saída do estilista do evento. Fique sabendo para onde ele vai.

Vitor Angelo Dus Infernus também já fez seu post por um jornalismo livre e negligente. Com comentários de várias pessoas sobre o último dia de Casa de Criadores.

As meninas do Oficina de Estilo não foram ao evento, mas viram tudo no showroom das marcas participantes, que acontece no Clube de Estilo. Veja aqui o que elas acharam por lá.

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Casa de Criadores – segundo dia

Já no line-up oficial do evento, Weider Silveiro vai para África buscar inspirações para seu inverno 2008. É de lá que vem os volumes nas golas, ombros e cavas lembrando acessórios típicos das tribos africanas, assim como o constante uso de cordas, colares e os acessórios em madeira. Outra ponto marcante no desfile é a alfaiataria, quase sempre em lã, as vezes espinha de peixe (aquela com trama que lembra uma espinha de peixe mesmo, com vários triângulozinhos).

A alfaiataria quase sempre mais rígida e estruturada faz um bom contraponto as boas blusas de jérsei, com destaques para os drapeados e os volumes nas golas. O vestidos curtos, também em jérsei acabam não agradando muito e parecendo até um pouco desconexo com todo o resto da coleção. Já a aplicação de volumes e cordas em certas roupas acabaram por desconfigurar a silhueta feminina e acentuar falta de acabamento.

Em seguida surgiu uma vontade ser Galliano no desfile da Rober Dognani. Explico: tudo começou com o cabelo e maquiagem, bem parecido aos que Galliano vem usando em seus próprio desfiles, assim como nos da Dior. Uma coisa meio Belle Epoque, sobrancelhas super delineadas, cabelos meio desarrumados. Depois os grandes laços, os volumes bubbles nas saias e os vestidos de um ombro só fazem forte referência a Dior.

Mas ainda assim, o estilo de Rober fala mais alto. O estilista continua focado e roupas de festas com um quê punk-chic. O exercício com volumes (outra constante no trabalho de Rober) também tem continuidade no inverno 2008, principalmente devido ao fato da inspiração para esta coleção ser técnicas de moulage. É daí que vem aquela sensação de coberto enrolado no corpo, criando volumes assimétricos, muitas vezes exagerados ao extremo, e os repuxados.

No fim, Rober se sai melhor quando encontra equilíbrio, sem exagerar nos volumes e sem reduzir de mais a silhueta – se os looks ultra justos já marcavam o corpo da modelo imagina o que não vai marcar numa pessoa de vida real. E são justamente essas peças e looks menos exagerados – tanto para mais quanto para menos – que devem continuar fazendo sucessor entre suas consumidoras.

Mas coube a João Pimenta (de novo) o cargo de fechar o dia – bem fraco, convenhamos – com chave de ouro. Os desfiles de João sempre contam com uma energia muito forte, com música marcante e alta, mas que não deixam você desgrudar os olhos dos modelos desfilados. Desta vez a inspiração veio de civilizações antigas dos EUA, dos índios norte americanos Navarros e dos neozelandeses Maoris.

É impressionante como João consegue variar o tema e ainda sim manter elementos típicos e recorrentes de seu trabalho, sem parecer repetitivo, sem déjà vu fashion. Estava tudo lá, as influências punks, a androgenia, a sobreposição de camadas, referências étnicas, as desconstruções e a alfaiataria re-editada.

O desfile começa com bloco de marrons, com várias sobreposições de peças, o que acaba dando bastante volume aos looks, ai vão passando para os marinhos, pretos e jeans já em silhueta mais próxima ao corpo. A coleção continua rica em detalhes com bordados, patches, brocados, aplicações de taxas. Mas o que mais se destaca é o ótimo trabalho com teares e bordados africanos.

Demorou mas chegou. Já está no ar o post Dus Infernus, de Vitor Angelo, falando sobre a imagem que cada marca está construindo sobre sua própria imagem. Tem que ler!

As meninas do Oficina de Estilo também já postaram o texto delas, falando de todos os desejos de vida real do segundo dia de Casa do Criadores. Vale a pena ler.

Oliveros, do Fora de Moda, já adianta uma reflexão sobre a Casa de Criadores, mas que na verdade vale para todos as Semanas de Moda do Brasil. Mas o melhor mesmo está no texto sobre João Pimenta, onde Oliveros explica as referências da coleção, e porque João Pimenta faz um verdadeiro streetwear. Tem também um puxão de orelha em todos nós que falamos tanto na busca de mais infromação e cultura de moda para o Brasil, mas que não conseguimos nos desligar de valores extramente internacionai. TEM QUE LER!!!

E pra terminar mais um post Dus Infernus excelente. O Inferno são os outros! 

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Projeto Lab – inverno 2008

O segundo dia da Casa de Criadores começou com sangue novo. Mais novo ainda do que os jovens talentos que integram o line-up do evento. E vamos combinar, que muitos dos participantes nem são mais tão jovens assim, né? Só ainda não fazem parte do mainstream. Enfim, voltando ao assunto, quem abriu o dia foram os quatro integrantes do Projeto Lab – que hoje mais pareceu um desfile de formatura.

Ok, as marcas são ultra jovens, com recursos limitadíssimos, seus estilistas são super novos no mercado e é normal esperar erros e experimentação. Mas deve haver também por parte dos estilista o conhecimento de que suas roupas serão apresentadas para um público “especialista” no assunto e que, por conseqüência, vão exigir um mínimo a ser apresentado. E esse mínimo só apareceu em duas – sendo que uma bem minimamente – coleções do projeto.

André Phergon foi o primeiro a desfilar sua coleção para o inverno 2008, dando uma certa continuidade à seu estilo. O foco continua na alfaiataria e na silhueta slim sempre com uma cartela de cor mais escura. De novo o masculino se destaca sobre o feminino mais comercial, porém bem correto, com vestidos levemente mais afastados do corpo, meio 50’s e bastante transparências. Para o masculino a aposta é nos sarouels ou espécie de calça cenoura (aquelas mais largar na coxa e justas do joelho para baixo) e na camisaria, combinação até em formas e silhuetas que se repete todo o desfile.

Raquel Gaeta vem em seguida com sua coleção despretensiosa e feminina. Inspirada na obra Carol, da escritora Patrícia Highsmith, a estilista faz referência aos anos 50 marcando a cintura bem alta, deixando as saias bem amplas pregas e plissados. Raquel também traz influências dos anos 70 com as pantalonas e animal prints.

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Outra obra literária, agora “O Processo”, de Frazn Kafka, também serve de inspiração para Karen Valencio Lemes. E é na alfaiataria masculina onde a estilista encontra espaço para traduzir toda a subversão, instabilidade e aleatoriedade relatada na obra de Kafka. Descontruindo peças clássicas, alterando proporções, formas, re-localizando penses e costuras. Tudo isso contrastando com peças bem estruturadas e formas retas.

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Gustavo Silvestre – inverno 2008

Quem fechou o primeiro dia da Casa de Criadores foi Gustavo Silvestre, como mais uma instalação ao invés de desfile. Está já é a terceira é edição que o estilista abandona as passarelas para apresentar sua coleção de forma estática. Porém, nem sempre esta é a melhor escolha. É que concordo com Oliveros “A falta de movimento, da energia retirada de uma manifestação cultural tão forte, necessitava mesmo é da passarela. Assim como Walério soube explorar a vibe do carnaval e transformar o desfile em apoteose, era exatamente isto que devia ter acontecido com os volumes, mangas elaboradas, brilhos, transparências da ótima coleção de Silvestre” – LEIA O RESTO DA CRÍTICA AQUI.

O tema escolhido por Gustavo foi o Maracatu. Diferente do manifesto de João Pimenta – que também estava cheio de referências a este movimento cultural na edição passada – o estilista re-edita elementos clássicos de tal festa para valores urbanos e glamouroso. Casamento perfeito entre os típicos bordados das vestes dos personagens do Maracatu e a especialidade de Gustvao. Aparecem nas várias túnicas com cintos e faixas marcando bem a cintura. O comprimento varia entre curtos e mais compridos (não passando do joelho), enquanto as formas amplas são uma constante. Ótimo fator para a idéia de roupa unissex que Gustavo apresentou em modelos masculinos.

Roupas masculinas? “Não, roupas femininas mas que podem ser usadas por homem”, nas palavras do próprio estilista.

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Walério Araújo Inverno 2008

Quando fica tudo escuro e você começa ouvir gritos frenéticos (e alguns pajubás) na platéia, já dá para saber que o próximo desfile será de Walério Araújo. Principalmente no instante em que você escuta aquela batida de samba, que tanto combina com este estilista. E que tema melhor para sua coleção de inverno 2008 do que um Caranval. Carnaval Chic, diga-se de passagem, pois foi justamente isto o que Walério Araújo junto com o ótimo styling de Paulo Martinez, apresentaram neste último desfile do 1o dia da Casa de Criadores.

E não sou o único que acha isso. Ricardo Oliveros, do Fora de Moda, já escreveu: “Misto de glamour & nonsense, ele está em casa quando o assunto é carnaval. E ele não fez por menos, não atravessou no samba, como dizem quando uma escola passa bem na avenida. (…) Lembram que o Judy Blame falou sobre valorizar a cultura que o Brasil tem? É isso.” LEIA MAIS AQUI.

Não é de hoje que Walério vem sofisticando suas coleções e, por conseqüência, seus desfiles. Agora não é diferente. Ao mesmo tempo que mantém os elementos, digamos assim, “bafonicos” – vide a nudez elegante e chic de Michele Provenci e Eliana Weirch -, o estilista glamourisa o carnaval, como há tempos não se via.

Entre justos e soltos, curtos e compridos, Walério estrutura suas roupas com arames cheios de cascalho de cristal, borda com cristais Swarvoski biquínis em ternos e aplica franjas de plumas em saias, vestidos e pantalonas, tudo em tons de preto, cinza. E estas cores invernais vão abrindo espaço para peças de couro metalizado colorido, trazendo toda vivacidade do carnaval brasileiro como muito glamour e sofisticação.

Uma novidade neste desfile de Walério é a apresentação de looks masculinos, que o estilista já faz há 5 anos, mas que nunca havia desfilado.

As meninas do Oficina de Estilo chegaram atrasadas o que ajudou para dar um post incrível. No fim, elas acabaram vendo tudo do backstage e contam aqui suas impressões das coleções, make e muito mais.

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Thiago Marcon – inverno 2008

Thiago Marcon também deu continuidade a seu trabalho. E não falo apenas na parceria os personagens de Mauricio de Sousa. O inverno 2008 do estilista que também integra a equipe de criação da Elllus, vem bem semelhante a sua coleção passada (inverno 2007, já que a Casa de Criadores pulou uma temporada).

Aquela menina que gostava da turma da Tina e se vestia fazendo referências às décadas de 60, 70 e principalmente 80 assistiu ao seriado de TV “Buffy: A Caça Vampiros” e aos filmes “Lost Boys” e “The Hunger” (e deve ter visto mto Hitchcock também) e se apaixonou pelo mundo e estética sombria dos vampiros.

É este o ponto de partida da coleção de Thiago Marcon. Apostando neste universo elegante-sombrio dos vampiros e mixando-o com elementos girlies e referências retros. Com modelagem e formas bem similares à da última coleção desfilada, Thiago continua investindo em peças de alfaiataria em malharia, bem estruturada e de silhueta mais seca. As formas mais amplas e soltas, naquele estilo despojado dos anos 80 – ponto alto do inverno 2007 – ficam em segundo plano agora. Uma maior sofisticação e feminilidade tomam contam das peças que se afastam do corpo em formas evasês e trapézio.

É aí que fica a novidade – por mais que não em primeiro plano – desta coleção. A feminilidade, o tão falado girlie, só que re-editado para uma estética mais austera, sombria e, justamente por isso, mais adulta. Os tons escuros, os tecidos e matérias mais pesados e rígidos, remetem à uma imagem de mulher mais adulta, forte e segura, bem em sintonia à valores apresentados neste inverno europeu.

Para ilustrar este universo dark vampiresco, Thiago elege a turma do Penadinho – personagem de Mauricio de Sousa. Mas ao invés de imagens grandes do personagem, o estilista utiliza tais elementos em estampas corridas, cheia de detalhes, o que ajuda a não tirar a austeridade da coleção.

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Ash – inverno 2008

E foi dada a largada para os três dias de Casa de Criadores. O evento começou em alto nível, com festeenha de abertura da exposição de 10 anos de Casa de Criadores, atraindo um público bem diversificado, com personalidade importantes no mundo da moda. Logo em seguida deu-se início aos desfiles das coleções para o inverno 2008. Como todo mundo já sabe, a Casa de Criadores volta a abrir o calendário da moda brasileira.

Pois bem, quem deveria abrir o dia – e o evento – era o coletivo Tudi Cofusi, mas por problemas técnicos na mesa de som, acabou que foram os meninos da Ash que começaram a série de desfiles.

Fotos por Silvia Boriello/erikapalomino.com.br

Desde do primeiro desfile da marca na edição passada da Semana de Moda, a lista de consumidores da Ash vem crescendo em ritmo acelerados. Não é à toa que suas roupas já podem ser encontradas em algumas das principais lojas multimarcas de São Paulo, como Ellus 2nd Floor e Garimpo Fuxique.

Em seu segundo desfile, Guil Macedo e Roberto Leme dão continuidade a seu estilo, ao mesmo tempo que mostram uma certa evolução. As estampas manuais em tons fluo, as listras, os predomínio de tons escuros como preto, cinza e marrom e o foco no jeans wear, com pegada bem street. Também continuam as brincadeira entre as silhueta mais justa e mais soltinha. Vide os skinnys ou leggins super estampaos com camisetas, blusas ou vestidos mas soltos.

De novo aparece, principalmente no masculino, a influência da alfaiataria, que na coleção aparece de forma bem relaxada, nada formal ou clássicas, e com alguns itens desconstruídos. Merecem destaques os blazers em jeans sem lapela e a releitura de um fraque com a cauda bem encurtada, quase que uma miniatura.

Para as meninas as novidade aparecem em formas balonês, bufantes mais bem acabadas e trabalhadas como também em peças de modelagem mais complexas, chegando quase numa moulage, como naquea jaqueta/echarpe/bolero em jeans com gola volumosa.

Para Ricardo Oliveros, do Fora de Moda, a dupla também mostrou caminhar para frente. “Com cuidado, eles avançam e aprofundam suas coleções entorno de “clássicos” da marca: a calça sarouel masculina ganha versão em sarja bem estonada que dá um efeito “largado” muito bom. A skinny feminina ganha um cavalo mais baixo (micro sarouel) com pernas justíssimas feito leggings.

Eles brincam com o moletom metalassê em forma de casaca, com volumes inusitados na micro jaqueta jeans, e vários e vários layers de estampas, é claro. É jovem, é fresco, é despretencioso e dá vontade de usar. Não está ótimo?” Leia mais aqui.

ASSISTA AQUI A ENTREVISTA QUE GUIL MACEDO DEU AO FORA DE MODA

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